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domingo, 24 de fevereiro de 2013

O Espírito Santo e o Conclave

O Conclave se realiza na Capela Sistina. Situada no Palácio Apostólico,
 residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano, ela tem seu
nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou
 a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480.
Em face da inusitada abdicação de Bento XVI, estamos na iminência de um conclave para eleger o novo Papa.

É corrente e inteiramente conforme com a verdade admitir a ação do Divino Espírito Santo nessa ocasião.

Mas cumpre esclarecer que, contrariamente ao que muitos pensam, o Espírito Santo não age sozinho.

A escolha será feita por homens — no caso, por cardeais, livres para corresponder ou não às inspirações do Paráclito —, de tal forma que, ao sair o novo Papa, não se pode pura e simplesmente dizer que foi o Espírito Santo que o escolheu.

Quantas vezes o Espírito Santo se tem deixado “derrotar” por injunções políticas dos homens, para castigo destes!

Aliás, o vaticanista norte-americano John Allen reproduz as seguintes palavras de Bento XVI, quando perguntado sobre o papel do Espírito Santo na eleição dos Papas:

“Eu não diria, no sentido de que o Espírito Santo escolhe o Papa. [...] Eu diria que o Espírito Santo não assume propriamente controle da questão, mas que, como bom educador que é, nos deixa muito espaço, muita liberdade, sem nos abandonar inteiramente. Portanto, o papel do Espírito Santo deveria ser entendido num sentido muito mais elástico, não de que Ele dite o candidato no qual devemos votar...”.


* * *

Foi pensando em tudo isso que me veio à mente a enorme expectativa criada pelo lulo-petismo em torno do anterior conclave que elegeu Papa o então Cardeal Ratzinger, em 2005.

O PT esperava ver alçado à direção suprema da Igreja um cardeal brasileiro que simpatizasse com sua causa, pois, diziam seus líderes, para a vitória definitiva do socialismo no Brasil e na América Latina, só precisavam de um Papa que os apoiasse. E Dom Cláudio Hummes, Arcebispo de São Paulo, estava então no centro da preferência dos petistas.

Essa expectativa, como se vê, não se realizou. E, apesar de aparelhado nestes últimos dez anos, o governo petista continua desnorteado, pois não conta com o apoio da opinião pública majoritariamente católica. E seu malogro nas últimas eleições municipais só não foi maior, porque obteve nos meios eclesiásticos de São Paulo, alguém que foi decisivo para a vitória do marxista Fernando Haddad.

Mas pode-se perguntar: se a expectativa petista para o conclave de 2005 tivesse se verificado, a escolha teria sido inspirada pelo Espírito Santo?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ciclones e terremotos

O mundo acompanha, entre estarrecido e interrogativo, as conseqüências do ciclone que açoitou Mianmar, seguido pouco depois do monumental abalo sísmico ocorrido no coração da China, catástrofes que sepultaram até o momento dezenas de milhares de pessoas. E se pergunta, no fundo, se isso já não seria um sinal de que a poderosa mão do Rex regum et Dominus dominantium – Rei dos reis e Senhor dos senhores – começou a se abater sobre o caótico e pecaminoso acontecer humano, a fim de lhe alterar o curso na perspectiva da Mensagem de Fátima.

Esquecidos de que “se o Senhor não edificar a cidade, trabalharão em vão os que a edificam” e que se Ele não a vigiar, “vigiarão em vão os que a custodiam”, os homens erigiram loucamente uma civilização, fazendo não somente abstração de Deus, mas voltada contra o próprio Criador. Resultado: esta se tornou inviável, bastando, para comprová-lo, cada um olhar o que acontece em torno de si, de sua família e da sociedade em geral, e, por fim, no próprio Estado.

Essa crise atingiu – oh dor! – até a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, invadida que foi pela “fumaça de Satanás” e pelo terrível processo de “autodemolição” aos quais se referiu Paulo VI, a partir do momento em que João XXIII decidiu abrir de par em par as janelas do Santuário – como então declarou – e nele penetraram os ventos pestilentos do mundo moderno. Os resultados não se fizeram esperar.

Os sacerdotes são o “sal da terra e a luz do mundo”. Se o sal deixa de salgar e a luz de iluminar, como pode o mundo subsistir? Fizeram-se pois trevas sobre ele, e os desatinos cada vez maiores que presenciamos – e que só tendem a aumentar – correspondem ao que acontece na escuridão quando já não existem as luzes da razão e as leis da moral.

À medida que “autodemolição” ia se operando e a “fumaça de Satanás” penetrando no recinto sagrado, as novas vocações sacerdotais iam se escasseando e as igrejas esvaziando. Com o gradual abandono da batina e do confessionário, encheram-se os consultórios dos psiquiatras e psicólogos de pessoas que antes encontravam solução para muitos de seus problemas numa boa confissão.

Os sinos tangiam alegremente, convidando para a Missa matutina. Celebrada invariavelmente em latim, a comunhão era recebida na boca pelos fiéis ajoelhados. As mulheres iam vestidas com modéstia e portando véu. Todo o conjunto exprimia a grandeza do ato que ali se realizava: a renovação incruenta do sacrifício do Calvário. Comparando-se isso com o que acontece hoje, é impossível não exclamar com o Profeta: “Quomodo obscuratum est aurum” (como se obscureceu o ouro)!

As nações ocidentais passaram cada vez mais a adotar leis contrárias ao Decálogo, sem que as respectivas populações reagissem, afetadas que foram pela crise religiosa e moral, bem como pela corrupção generalizada que encontrou assim campo ainda mais propício para medrar. Até o extremo de as mais civilizadas dentre elas quererem construir, a partir de uma miscelânea de 27 países com costumes e passados diferentes, um super-estado denominado Europa Unida.

Dotado de moeda e de exército únicos, este leviatã arquitetado por burocratas à revelia das populações exige dos países-membros – e até mesmo das demais nações com as quais se relaciona –, entre outras coisas, a adoção do aborto e do casamento homossexual. Muitas pessoas têm inclusive comparado a Europa Unida com uma tentativa de reedição da União Soviética.

Enquanto esse Moloch vai sendo assim montado – mercê de um arbitrário Tratado assinado em Lisboa pelos muito “democráticos” artesãos da Europa Unida, cujas pretensões haviam sido negadas por referendos na França e na Holanda –, outro Moloch, o chinês, edificado por capitalistas ocidentais para se tornar a grande potência mundial, dá sinais de ameaçar a desabar... sob o peso mão de Deus. Pois é bem sabido que as autoridades comunistas estão ocultando o quanto possível a verdadeira extensão dos danos causados.

Caso essa hipótese venha a se confirmar, falaria simbolicamente em favor dela o fato de em 7 de maio último, cinco dias antes do terremoto, a Orquestra Filarmônica de Pequim ter executado o “Réquiem” de Mozart para Bento XVI, no Vaticano, enquanto os católicos chineses eram proibidos pelo governo de se dirigirem ao Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, para sua festa no dia 24 de maio. A Filarmônica teria assim executado o “Réquiem” do próprio regime comunista chinês e de suas pretensões de grande potência. Deus irridebit.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Aparecida tem recorde de peregrinos

Consignamos com alegria o fato de que em 2007 a afluência de peregrinos ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida aumentou 5% em relação a 2006, reunindo aos pés da Padroeira do Brasil o impressionante número de 8.511.733 fiéis.

Essa afluência de peregrinos em 2007 não é só expressiva, mas também simbólica. Pois tendo o Brasil 8.500.000 km2, pode-se afirmar que cada quilômetro quadrado de nosso território de dimensões continentais esteve representado aos pés de Nossa Senhora!

Possa Ela continuar a nos atrair cada vez mais, no plano individual como no coletivo, e proteger sob seu manto a imensa família brasileira da qual por direito é Mãe, para que jamais nos desviemos das sendas benditas da Civilização Cristã.