sábado, 17 de julho de 2010

O comunismo morreu?

Àqueles que, apesar de todas as evidências, ainda insistem em dizer que o comunismo morreu, eis uma recentíssima prova em sentido contrário:

A Rússia dá mais poder aos espiões do FSB

Os cidadãos poderão ser convocados e advertidos sem prova. – Oposição: “Como no tempo da URSS”.

Giovanni Bensi, “Avvenire”, 17 de julho de 2010

MOSCOU – Com 350 votos a favor, em maioria proveniente do “partido do poder” Rússia Unida e no meio de muita polêmica, a Duma aprovou definitivamente uma lei ampliando os poderes do FSB – o Serviço federal de segurança herdeiro da KGB. A lei agora passa ao Conselho da Federação e depois para assinatura do presidente Dmitrij Medvedev.

De acordo com a nova norma, um oficial do FSB ou seu substituto pode convocar qualquer cidadão, mesmo com ausência de prova e só com base em suspeita, e comunicar-lhe uma advertência “sobre a inadmissibilidade de ações que criam condições para o cumprimento de ofensas criminais”. A nova lei prevê também o agravamento de pena pelo descumprimento de “uma legítima demanda ou disposição de um agente do FSB” e pela “resistência à execução do agente dos seus deveres de ofício”. As sanções vão de prisão por 15 dias e 500-1000 rublos de multa a 10-50 mil rublos.

Os ativistas de direitos humanos expressaram o temor de que a nova lei seja dirigida contra os opositores e se torne pretexto para silenciar quem é de opinião diferente da do Kremlin. Na quinta-feira, o presidente Dmitrij Medvedev, durante uma conferência de imprensa com a chanceler alemã Ângela Merkel em Ekaterinburg, havia reconhecido que a lei havia sido preparada por sua direta disposição. Respondendo à pergunta de uma jornalista alemã, Medvedev refutou a crítica, afirmando tratar-se “de uma lei interna nossa e não de um ato internacional”. Ainda na quinta-feira, antes de Medvedev fazer seu reconhecimento, um grupo de opositores lhe dirigiu uma carta aberta pedindo para não assinar a nova lei. Ontem, após a decisão da Duma, cerca de 80 expoentes da oposição endereçaram uma mensagem al presidente do Conselho da Federação, Sergej Mironov.

Entre os firmantes estão Genri Reznik, presidente da Ordem dos Advogados de Moscou, e Oleg Orlov, chefe da organização “Memorial”. Eles observam que “a opinião pública na Rússia e no exterior já se deu conta de que a nova lei restitui ao FSB os poderes do serviço secreto do regime totalitário”. Os firmantes dizem que os poderes do FSB na Rússia já superaram “todo o limite do razoável”. Em sentido contrário, o vice-diretor do FSB, Jurij Gorbunov, declarou que os novos poderes de sua organização lhe permitirão combater mais eficazmente o terrorismo.



terça-feira, 13 de julho de 2010

Divórcio on-line

Com o divórcio on-line – como a dissolução do vínculo conjugal poderia ser denominada, a partir da aprovação pelo Congresso da PEC 66 –, é a família brasileira que recebe seu tiro de misericórdia.

Com efeito, a partir do momento em que o divórcio entrou em vigor no Brasil, em 1977, por efeito de um decreto do então presidente Geisel – e ante o vergonhoso silêncio do Episcopado nacional –, ficou aberta para os casais a porta até então fechada que lhes tornava em larga medida possível o cumprimento do voto feito no casamento: fidelidade em todos os transes, nas tristezas como nas alegrias etc.

Dada a fragilidade humana, a sabedoria e a prudência mandam que se dificultem as circunstâncias nas quais possamos tomar decisões contrárias ao bom senso, aos nossos próprios interesses e aos de nossos filhos. Talvez a mais importante dessas circunstâncias se dê precisamente em relação ao casamento, base e condição para a constituição e prosperidade da família, o qual, para alcançar seu objetivo, deve começar por ser ele mesmo forte.

Ora, porquanto essa porta estivesse então fechada, a oração, o tempo e a paciência faziam o mais das vezes com que as dificuldades e os desencontros inerentes à existência humana neste vale de lágrimas fossem sendo aos poucos sanados no recinto do lar. E a vida familiar seguia seu curso através das décadas.

Quando de todo não dava para os cônjuges permanecerem juntos, havia a figura do desquite – não contrária, como o divórcio, à moral católica –, por onde os corpos se separavam, mas o vínculo permanecia.

Com o divórcio, contudo, isso acabou. Pois a porta numa primeira etapa aberta – gerando todas as trágicas conseqüências que conhecemos, em especial para os filhos –, agora escancarou, propiciando que seja muito maior o número e mais céleres os passos dos que a transporão em busca de uma nova vida de felicidade sem sacrifícios que eles esperavam encontrar no casamento indissolúvel...

E como tudo agora é on-line, se também este não der certo, é só apertar delete e em seguida um search, em busca de outra quimera. E assim sucessivamente.

Creio que desse jeito nem na União Soviética, embora a extinção da família sempre tenha sido um dos postulados básicos do comunismo. E tudo isso ainda é festejado por políticos e pela mídia como uma grande conquista!

domingo, 11 de julho de 2010

Espanha campeã: meu barbeiro já previra


Não é necessário ser profeta para prever o desenlace das atuais Copas do Mundo. Meu barbeiro, muito antes de iniciar-se esta última, já havia acertado na mosca: “A Espanha vai ganhar!”.

Com efeito, de há muito essa competição de esportista se tornou política, e seus resultados se tem conformado com certas necessidades internas de determinados países.

Além de sua tradicional e popular tourada – que enfrenta cerrada campanha de pacifistas que a querem ver abolida –, o que mais importa atualmente na Espanha é a truculenta lei de aborto que o governo socialista acaba de implantar, pela qual a idade para matar cai para os 16 anos, e para morrer sobe para 14 semanas.

Tal lei vem causando enorme reação em todo o país, até mesmo na classe médica e sanitária em geral, cujos membros se recusam a matar os inocentes. E nada neste momento poderia ser mais oportuno para os socialistas do que uma vitória na Copa do Mundo, para tentar assim encher a opinião pública de otimismo e ao mesmo tempo desviar o foco das atenções. – Conseguirão?

E a Espanha – que, importa reconhecer, possui muitos valores bem superiores ao futebol – ganhou logo de quem? Da Holanda, país onde tanto o aborto quanto as piores aberrações morais são oficialmente permitidas, e que é também conhecido pelo fato de seus navios abortistas ancorarem próximo à costa de países onde essa lei assassina não vigora, para realizá-los ali.

– Mera coincidência?

Conclusão: sejamos sempre simples; simplórios, não!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quando o sapo abre a jaula para a hiena...


Percorrendo a coleção de escritos do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, chamou-me a atenção o artigo que sob o título em epígrafe ele escreveu na “Folha de S. Paulo” em 1º de agosto de 1971. Comentava nele a vergonhosa colaboração do então presidente argentino general Alejandro Lanusse – tido por muitos como anticomunista ferrenho – com o marxista chileno Salvador Allende.

À medida que o lia, meu pensamento se transpunha para a realidade nacional, até fixar-se num fato recente: o apoio dado por Abílio Diniz, presidente do grupo Pão de Açúcar, à candidatura de Dilma Roussef.

Se aqui estivesse, o arguto pensador católico brasileiro, utilizando-se da mesma designação que deu então a Lanusse, não hesitaria em chamar tal apoiador de sapo, como se referia àquelas pessoas ricas ou bem situadas que antipatizavam com a TFP e colaboravam com o comunismo. E com quanta razão o faria!

Com efeito, como reiteradas vezes ele demonstrou, a opinião pública brasileira é infensa ao socialismo e ao comunismo. Estes só conseguem alguma coisa em parte por serem favorecidos pela intelligentsia e por certa burguesia sapa, que nutrem simpatias românticas por tais regimes. Mas principalmente pelo decidido apoio da esquerda católica, sobre cujo alcance o próprio presidente Lula deu inequívocas provas na longa entrevista concedida em 9 de maio de 2010 ao jornal socialista espanhol “El País”.

Assim, do mesmo modo que para fazer-se aceitar por uma opinião pública conservadora o ex-sindicalista necessitou do aval de um grande empresário que se tornou seu vice-presidente, também a ex-terrorista, por ele indicada para sucessora, necessita agora de análogo apoio. Para um caso e outro, não faltaram os sapos...

Enquanto isso, diante de uma oposição tímida, indecisa e dividida, a poderosa máquina lulo-petista vai, por meio de gestos de solidariedade com ditadores de todos os quadrantes, de camisa vermelha para lá, vestido vermelho para cá, acostumando paulatina e subconscientemente opinião pública com a cor da indumentária e da ideologia de Hugo Chávez, na esperança de que as urnas eletrônicas finalmente consagrem Dilma Roussef!

Embora eu seja pobre e, sob o ponto de vista material, o que direi de pouco ou nada vale, faço aqui um propósito. Propósito que é um protesto de quem não quer colaborar com o só centavo com aqueles que colaboram com a demolição do Brasil, o qual poderá tornar-se uma imensa Cuba onde rareiam, como nesta, até o pão e o açúcar: nada mais comprar no Pão de Açúcar!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

13 de Maio:
Fátima e os erros do comunismo

Os olhares e os corações dos católicos do mundo inteiro se voltam neste dia 13 de Maio para Fátima, onde S.S. Bento XVI, apoteoticamente aclamado em Lisboa, estará para as celebrações do 93º aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora a Lúcia, Jacinta e Francisco, aos quais apareceu seis vezes no ano de 1917.

A Santíssima Virgem lhes revelou então que a Rússia espalharia seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; que o Santo Padre teria muito que sofrer; que várias nações seriam aniquiladas. Mas que, “por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

Os erros do comunismo aí estão, à vista de todos, consubstanciados no laicismo avassalador e ateizante; na impiedade e na imoralidade desbragadas, demolidoras da inocência e do sustentáculo da sociedade que é a instituição familiar; na negação e violação permanente da propriedade privada, corolário da família e indissociável ao progresso; na perseguição implacável e sob diversos pretextos a todos aqueles que se oponham aos seus perversos desígnios.

Coincidência ou não, mas carregado de sentido simbólico, no exato momento em que o Santo Padre se encontra em Fátima, palco de irradiação das proféticas advertências de Nossa Senhora ao mundo, onde se encontra quem decretou o PNDH-3, verdadeiro compêndio dos erros do comunismo? – No próprio foco de irradiação universal deste: na Rússia!

Com efeito, segundo noticiou a imprensa, o presidente Lula viajaria no dia 12 de maio para Moscou, onde se reunirá nos dias 13 e 14 com o presidente Medvedev. No sábado à noite chegará a Teherán, para no domingo reunir-se com o aiatolá Khameinei e o presidente Ahmadinejad.

Após ter condenado – quando Prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé – tanto a teologia da libertação como o comunismo (“vergonha do nosso tempo”), e agora como Papa Bento XVI, acabar de dizer que a terrível crise interna por que passa a Igreja está prevista na Mensagem de Fátima, adquire maior relevância o declarado pelo presidente Lula na entrevista que concedeu a Juan Luis Cebrián, fundador do jornal socialista espanhol El País (09/05/2010):

“O PT não teria existido sem a ajuda de milhares de padres e comunidades cristãs do Brasil, [ele] deve muito ao trabalho da Igreja, à teologia da libertação, aos sacerdotes progressistas. Tudo isso contribuiu para a minha formação política, à construção do PT e à minha chegada ao poder. Minha relação pessoal com a Igreja católica foi e continua sendo muito forte, mas somos um país laico, tratamos a todas as religiões com respeito”.

Declaração cujo alcance ainda melhor se percebe quando se atenta para o que o ex-ministro José Dirceu afirmou ter ouvido de Fidel Castro: este teria evitado muitos erros se na época em que implantou o comunismo em Cuba tivesse contado com a colaboração da teologia da libertação, então inexistente.

Assim, tanto Lula como seu governo – profundamente influenciado pela “Igreja mais progressista da América Latina, provavelmente do mundo”, como consta na referida entrevista – podem e devem ser considerados sob a perspectiva da Mensagem de Fátima.

Porém, eles devem ser instantemente lembrados do que Nossa Senhora também disse: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.

sábado, 8 de maio de 2010

A caminho da ruína

“Uma sociedade imoral ou amoral, que já não sente na consciência e já não demonstra nos atos a distinção entre o bem e o mal, que já não se horroriza com o espetáculo da corrupção, que a desculpa e que a ela se adapta com indiferença, que a acolhe com favor, que a pratica sem perturbação nem remorsos, que a ostenta sem rubor, que nela se degrada, que se ri da virtude, está no caminho da ruína” – Papa Pio XII.

Essas palavras do imortal Pontífice vieram-me à mente enquanto lia a notícia segundo a qual a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou, na edição do “Diário Oficial da União” (04/05/2010), uma súmula normativa obrigando as empresas de seguro e plano de saúde a aceitar parceiros homossexuais estáveis como dependentes.

Tal medida foi acolhida por Tony Reis, presidente da ABGLT – entidade que reúne toda essa categoria de pessoas – como “uma vitória na nossa busca da igualdade”.

Quando Pio XII fala de corrupção, ele não se refere somente àquela com a qual nos deparamos nas páginas dos jornais. Pois a corrupção financeira é apenas uma das manifestações de outra ainda mais grave e profunda, qual seja a ausência cada vez maior na sociedade dos preceitos da virtude cristã e dos valores que lhe são afins.

Sem entrar no mérito da constitucionalidade da normativa da ANS – a Constituição e o Direito Civil só reconhecem as uniões heterossexuais –, o que mais surpreende é o seu caráter imoral, ao determinar que comportamentos contrários à lei natural e à Lei de Deus tenham pleno direito de cidadania, bem ao gosto e ao espírito do PNDH-3!

Enganam-se, portanto – e ludibriam os outros – os que propalam aos quatro ventos que o Brasil está vivendo um vertiginoso progresso. Na realidade, na perspectiva de Pio XII, o País “está no caminho da ruína”, pois sem moral, nenhuma nação ou civilização é capaz de subsistir.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Não ao bloqueio de Honduras!

O governo Lula é tão sôfrego em empreender políticas de esquerda que parece não se dar bem conta das contradições em que incorre.

Assim, vive dizendo que é preciso acabar com o bloqueio da Cuba castrista, mas não exige o fim de seu regime ditatorial e opressor, velho de meio século. Pelo contrário, o enche de benesses e ainda chama de bandidos aos que se lhe opõem!

Ao mesmo tempo, não poupa Honduras com uma ofensiva diplomática com reflexos econômicos através de um autêntico bloqueio que em relação a Cuba simplesmente não tolera.

Então, resumindo: Cuba, apesar de ser uma ditadura comunista de meio século, sem previsão de mudar, não pode ser sancionada; Honduras, país democrático que recusou a imposição de um governo do tipo chavista, deve ser sancionado.

O ódio ideológico do governo brasileiro em relação a Honduras subiu de tom com o epílogo de sua vergonhosa ingerência nos assuntos internos daquele país e as eleições ordeiras e pacíficas ali realizadas posteriormente na presença de peritos internacionais.

A manifestação mais recente desse ódio acaba de dar-se a propósito da nova Cúpula Latino-americana e Européia, para a qual o governo espanhol convidou o presidente eleito de Honduras, Porfírio Lobo. Pois bem, Lula e os presidentes do bloco bolivariano simplesmente rasgaram as vestes, tendo o primeiro afirmado que não participará, caso Lobo confirme sua presença.

Tal conduta da parte de quem se jacta de paladino da não-discriminação constitui um apartheid ideológico que não pode passar sem veemente protesto!


terça-feira, 4 de maio de 2010

Na Espanha, súdito fiel
recrimina o Rei

“Que bom vassalo se tivesse um bom senhor!” – exclamou na longínqua Idade Média o invencível Cid Campeador, fidelíssimo ao seu rei, do qual preferiu fugir para não ser obrigado a lhe dar batalha.

Tal brado de fidelidade há pouco se repetiu na Espanha. Só que partido não de outro guerreiro, mas de uma frágil aeromoça da Ibéria. Seu timbre, contudo, é o mesmo de Cid: o respeito e o acatamento devidos ao rei não eximem a firmeza de princípios – “seja o vosso sim, sim; e o vosso não, não”.

Perguntará o leitor qual foi o objeto da recriminação da Sra. Belém López Delgado a D. Juan Carlos de Bourbon e como a mesma se materializou.

Foi a recente sanção pelo monarca de uma iníqua lei de aborto reduzindo a idade da mãe para 16 anos e sua prática livre em nascituros de até 14 semanas! Para manifestar sua indignação, a Sra. Belém enviou uma carta ao rei, junto à qual lhe devolvia uma foto com dedicatória que dele recebera por ocasião de um vôo da Família Real a Roma e a qual ela conservava com especial apreço:

“Hoje, sinto-me na obrigação moral de lhe devolver essa fotografia que com tanto carinho e orgulho entesourei, e que, desde então, presidiu um lugar preeminente em minha casa” – afirmou –, para acrescentar que sempre considerou a Monarquia um “importante ponto de equilíbrio e reconciliação para a Espanha”.

“Alguém poderia advertir-me com acerto de que nossa Constituição o obriga [ao rei] a assinar tudo quanto é aprovado pela Câmara de Deputados. Entretanto, da mesma forma como o Sr. soube encontrar habilmente, em outras ocasiões pontuais e não tão distantes, alguns atalhos para contornar assuntos que tampouco contempla a Constituição, poderia ter agora lançado mão desse expediente para evitar esta lei assassina, que ofende a sensibilidade e a dignidade de incontáveis espanhóis”.

A Sra. Belém lembra que a nova lei desampara a mulher, desautoriza os pais das menores grávidas e desvincula os homens de toda responsabilidade, além de “coloca metade da Espanha contra a outra metade”.

Adverte, ainda, que o primeiro-ministro socialista Rodríguez Zapatero demonstrou querer governar só para os seus e “polarizou perigosamente todos os espanhóis, como nunca havia ocorrido na democracia”. Por isso, após reafirmar seu orgulho de ser espanhola, recomenda ao monarca não perder de vista “o dia em que um governo anti-espanhol como o atual puser a Coroa no seu ponto de mira, porque o Sr. Zapatero já demonstrou a inexistência de obstáculo na hora de satisfazer de qualquer modo aos seus”.

E conclui: “Por fim, seria muito de lamentar que ocorresse com a Coroa da Espanha algo parecido com o que motivou Winston Churchill a dizer ao seu opositor Neville Chamberlain: ‘Tínheis que escolher entre a desonra e a guerra... escolhestes a desonra, e ademais tereis a guerra’”.