sexta-feira, 24 de setembro de 2010





Novo Exército homossexual







Importante general chama soldados cristãos de fanáticos


Em incisivo editorial com o título acima, “The Washington Times” (16/09/2010) comentou que nesta semana Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado, iniciaria a defesa de um novo projeto visando derrubar a lei conhecida como “Don’t ask, don’t tell” [não pergunte, não diga], em vigor a partir do governo Clinton, pela qual os homossexuais em serviço militar não podem ser perguntados a respeito de seu comportamento nem são obrigados a confessá-lo.
No mesmo sentido, falando no mês passado para várias centenas de militares americanos no Quartel-General do Comando Europeu em Sttutgart, Alemanha, o general Thomas P. Bostick, vice-chefe do Departamento de Pessoal do Exército (foto), comentou favoravelmente o projeto, afirmando que se o mesmo for aprovado, os opositores da agenda lésbica, homossexual, bissexual e de gênero (LGBT) não mais serão bem-vindos ao Exército.

“Infelizmente – disse o general – temos uma minoria de membros que ainda são racistas e fanáticos, e vocês nunca conseguirão ver-se livre deles”. E prosseguiu: “Essas pessoas que se opõem a esta nova política precisarão adaptar-se a ela, e se não o fizerem precisarão se retirar. Pouco importa o grau de instrução e educação dos opositores; vocês terão sempre aqueles que se oporão a isto por motivos morais e religiosos, do mesmo modo como vocês hoje ainda têm racistas”.

Além de partir de um alto oficial, tais declarações se tornam ainda mais graves pelo fato de seu autor estar diretamente envolvido num painel do Pentágono voltado a definir a política militar sobre essa matéria. Ademais, o general Bostick se equivoca ao apresentar a questão dos homossexuais nas Forças Armadas como um assunto de direitos civis, quando o serviço militar é essencialmente discriminatório. Dele, por exemplo, são afastados os velhos, os muito fracos ou muito gordos, pois a finalidade das Forças Armadas é travar batalhas e vencer, e não defender sentimentos pessoais de minorias. Fazendo-o em relação aos homossexuais, o general também está discriminando essas outras categorias de pessoas.
Cumpre ainda lembrar que nos EUA a exclusão das Forças Armadas de pessoas com conduta homossexual baseia-se nos princípios do Código Uniforme de Justiça Militar, que também criminaliza a conduta adúltera entre heterossexuais por solapar a boa ordem e a disciplina. No entanto, o general Bostick sugeriu a adoção de disciplina semelhante para proporcionar “educação e treinamento” aos soldados, marinheiros e membros da Força Aérea de modo a fazê-los abraçar a agenda LGBT!

Na mesma linha do general, Tommy Sears, diretor-executivo do Centro de Prontidão Militar, declarou ao “The Washington Times”: “Infelizmente, se a lei [Dont’t ask don’t tell] for revogada, as Forças Armadas tentarão fazer o que elas fazem – fazer as coisas funcionar, para melhor ou para pior. Portanto, a dissensão não será tolerada. Se por qualquer razão você não concordar, seja ela por convicção religiosa ou objeção pessoal, sua carreira na essência estará encerrada”.

O editorial termina evocando o direito dos militares a seguir sua reta consciência e pedindo a remoção do general Bostick de suas funções no painel do Pentágono que trata do assunto.
* * *

Eis, caro leitor, os absurdos a que conduz a doutrina professada pelos defensores incondicionais dos Direitos Humanos; tão incondicionais que no seu delírio em defender graves desvios de conduta de minorias, não hesitam em sacrificar até mesmo aquelas instituições das quais eles são representantes e que asseguram a soberania e o bem-estar da maioria da Nação!
P.S.: Apesar de majoritários, os democratas felizmente não conseguiram a revogação no Senado do "Don't ask, don't call", pois necessitavam de 60 votos e só obtiveram 56. Uma nova votação só será possível após as eleições, quando se espera que eles perderão a maioria em ambas as Casas. Mas eles vão continuar, a menos que uma celeste Operação Sodoma ponha definitivamente fim aos seus pérfidos designios.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

OBAMA: O MITO E A REALIDADE

Sob o título Crise na Casa Branca – Barack Obama ladeira abaixo, a redação internacional do jornal colombiano “El Espectador” (23/09/2010) publicou um artigo mostrando o grau de desprestígio a que chegou o presidente Obama. – Sim, aquele mesmo Obama que há pouco mais de um ano a mídia mundial – e, portanto, também o referido jornal – apresentava como se fosse um Messias.

“Não nos comparem com o Todo-poderoso. Queixam-se do plano de reforma de saúde ou de que a guerra no Iraque está em vias de terminar, mas não a do Afeganistão. Dizem que não se fazem mais coisas, que o desemprego cresce, que a economia... Acordem jovens, isto não é um exercício acadêmico”, disse Obama aos seus aliados do Partido Democrático durante ato político na Filadélfia na última segunda-feira.

Blogs políticos de Washington interpretaram essas palavras como um apelo desesperado de Obama sobre o alcance dos seus poderes. Pois ele tem claro que se avizinha uma débâcle eleitoral de seu partido no pleito do próximo dia 2 de novembro, quando se renovarão a totalidade da Câmara dos Deputados, um terço do Senado e 37 governadores.

“Sua figura está diminuída, seus rivais agigantados, o panorama econômico deteriorado. A seis semanas dos comícios Obama mostra-se incapaz de evitar que seu partido perca a maioria em ambas as Casas”, explicou a analista política Virginia Volk.

O jornal colombiano prossegue dizendo que ficou longe a aura de popularidade e esperança daquela manhã fria e orvalhada de 20 de janeiro de 2009, quando Obama chegou à Presidência com quase 70% de apoio, se comparada com os seus atuais 45% de popularidade ameaçando despencar ainda mais.

Nos encontros que vem mantendo nos Estados com mulheres e estudantes numa tentativa de reverter sua situação, Obama tem enfrentado reclamações como estas: “Estou exausta de defendê-lo, de defender seu governo. Estou realmente decepcionada de aonde fomos parar”, disse-lhe uma mulher. Um jovem se queixou: “O senhor criou um movimento inspirador durante sua campanha, mas essa inspiração está morrendo”.

Mas, segundo o artigo, a esta altura “a causa parece perdida”. Mickey Kaus, colunista do “Slate”, escreveu: “Seus argumentos para reverter a situação são insuficientes, não descreve seus pontos de vista, não tem grandes idéias nem iniciativa”.

O Presidente visitou ontem uma casa de família nos subúrbios de Washington para demonstrar as vantagens de sua reforma da saúde, que entrou em vigor nesta quinta-feira (23/9), seis meses após sua promulgação e apesar de 49,3% dos americanos se oporem a ela. Mas ainda hoje o Partido Republicano – cujo êxito em novembro nas urnas promete ser tsunâmico – apresentará um programa radical de governo que inclui entre outras coisas a revogação ou paralisação da referida reforma sanitária e o congelamento no Congresso de todos os gastos para qualquer outro projeto de Obama.

Outro aspecto que nesta época de crise e contenção tem contribuído para a perda de prestígio de Obama são os altos custos das férias de sua família. Por exemplo, nas últimas que sua esposa e uma das filhas passaram na Espanha, a primeira dama reservou cerca de 60 apartamentos no exclusivo hotel Villapaddiema, na Costa del Sol, onde cada noite custa em torno de 2.500 dólares.

* * *

Cuidado, portanto, com a propaganda e as pesquisas, que mediante tapeações procuram com freqüência tapar a enorme distância existente entre a realidade e aqueles a quem elas querem beneficiar. Que o diga Barack Obama.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cá e lá, intervencionistas há

O leitor está por certo lembrado da recente “lei da palmada”, através da qual o governo Lula interveio no recinto da família, imiscuindo-se no pátrio poder. Embora de aparição antiga (11/08/2009), pela sua incontestável atualidade reproduzo abaixo excertos de um indignado artigo publicado na revista “Human Events” pelo ator e jornalista americano Carlos Ray “Chuck” Norris, no qual ele analisa aspectos de um análogo intervencionismo de Barack Obama nos Estados Unidos. Que outras afinidades existirão entre o PNDH-3 - compêndio do que pensa e deseja implantar o governo petista - e a impopular Reforma da Saúde de Obama? - Deste Obama a cujo respeito pelo menos os institutos de pesquisas americanos não mentem, e lhe atribuem a baixa popularidade contra a qual, apesar de todas as evidências, seus símiles brasileiros se encarregam de proteger sistematicamente o presidente Lula.

Segredo Sujo N° 1
no Serviço de Assistência de Obama


As reformas do sistema de saúde estão se transformando numa revolta. Os americanos estão indignados com os parlamentares, nas reuniões realizadas em prefeituras ao longo dos EUA. [N.R.: Eles foram ao interior consultar as bases eleitorais a respeito do assunto, reunindo-se nas prefeituras, mas a indignação foi tal que alguns quase foram agredidos].

Enquanto observava essas aquecidas noites políticas de agosto, decidi pesquisar as razões pelas quais tantos se opõem ao Serviço de Assistência de Obama, para separar os fatos da fantasia. O que descobri é a existência até mesmo de pequenos segredos sujos, profundamente enterrados dentro das mais de mil páginas do projeto sobre a saúde.

O Segredo sujo Nº 1 do Serviço de Assistência de Obama versa sobre a intromissão do governo no interior das residências e a usurpação dos direitos dos pais quanto aos cuidados na criação dos filhos.

Isso está esboçado nas seções 440 e 1904 do projeto da Casa (página 838), sob o título “programas de visita às casas de famílias com filhos pequenos e de famílias esperando filhos”. Os programas – concedidos através de concessão aos Estados – aconselhariam os pais sobre o procedimento a observarem no tocante à criação dos filhos.

O projeto prevê que os agentes do governo – “quadros bem treinados e competentes” – forneçam aos pais os conhecimentos necessários ao desenvolvimento adequado à idade da criança nos domínios cognotivo, lingüístico, social, emocional e motor (...), “modelando-os, consultando-os e instruindo-os quanto às práticas paternas a tal respeito”, bem como sobre suas “condições para interagir com os filhos a fim de intensificar o desenvolvimento próprio à idade”.

Uma refutação do governo é a de que o programa seria “voluntário”. É verdade? Isso implica que essa agência apoiaria passivamente, até que, necessitados em saber como criar seus filhos, alguns pais dissessem: “Não penso chamar meus pais, padre ou amigos, ou ler uma pletora de livros, mas irei aos escritórios do governo?” Ao contrário, na página 840, o projeto aponta para grupos e problemas especificamente indicados : O Estado “deverá identificar e priorizar comunidades que estejam com grande necessidade de tais serviços, especialmente aquelas com alto índice de famílias de baixa renda”.

É tudo isso o que você deseja ou espera de um plano universal de saúde impulsionado através do Congresso? Você quer que agentes do governo cheguem à sua casa e lhe digam como educar seus filhos? Quando é que o serviço de saúde do governo se tornou serviço de cuidado da criança?

O governo precisa exercer menos o papel de dirigir a vida de nossas crianças e mais o de apoiar as decisões dos pais em relação aos filhos. Os filhos pertencem aos seus pais, não ao governo. E os pais devem ter o direito – e o apoio do governo – para criar seus filhos sem ordens, educação ou intervenção federal em suas casas.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

“Washington Post” critica Lula



Em recente matéria, articulista do importante jornal norte-americano Washington Post afirma que apesar de cortejar o Irã, o presidente Lula foi por este humilhado ao não ser atendido no seu apelo em prol de uma mulher condenada à morte naquele país. E conclui dizendo que Lula está se empenhando a fundo para que sua sucessora seja uma “ex-guerrilheira marxista que compartilha sua afeição pelos ditadores anti-norte-americanos”.

Lula obstruído pelo Irã

By Jackson Diehl, The Washington Post, 3 de agosto de 2010


O melhor amigo dos tiranos em todo o mundo democrático – o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva – foi mais uma vez humilhado por um de seus clientes.

Trata-se de Mahmoud Ahmadinejad, o patrocinador do terrorismo e negador do Holocausto, a quem Lula abraçou pública e literalmente. No final da semana, pressionado por protestos domésticos, Lula apelou ao presidente iraniano para libertar Sakineh Ashtiani – uma mulher iraniana condenada a morrer lapidada sob acusação de adultério – e permitir-lhe exilar-se no Brasil.

“Se a minha amizade e afeição pelo presidente do Irã têm importância, e se esta mulher está causando problemas lá, vamos acolhê-la aqui no Brasil”, proclamou Lula. Na terça-feira, o líder brasileiro recebeu a resposta: uma recusa direta do governo de Ahmadinejad, que com excessiva condescendência descreveu Lula como meigo: “Tanto quanto sabemos, ele é uma pessoa muito humana e emotiva que provavelmente não recebeu informação suficiente sobre o caso”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast. “O que pode ser feito é informá-lo sobre os detalhes do caso desta pessoa que cometeu um crime e foi condenada em conseqüência”.

Os detalhes são estes: Ashtiani, 43, mãe de dois filhos, foi julgada culpada em 2006 por ter “um relacionamento ilícito” com dois homens. Ela foi punida com 99 chibatadas. Depois a corte mudou a acusação de adultério e a sentenciou à morte por lapidação. Ela está sendo objeto de uma campanha internacional, inclusive no Brasil, onde uma petição questionando o fracasso de Lula em falar sobre os direitos humanos no Irã recebeu mais de 100 mil assinaturas.

Esta não é a primeira vez que Lula ficou embaraçado por causa de seu “amigo” iraniano. Em maio, Ahmadinejad o induziu a desempenhar o papel de inocente útil [useful idiot], por ocasião da votação de sanções no Conselho de Segurança da ONU. Em Teerã, o presidente brasileiro assinou um memorando delineando um suposto compromisso sobre o programa nuclear iraniano – que se revelou imediatamente um roubo por Teerã e uma paralisação para os membros permanentes do Conselho de Segurança. Os votos de sanção prosseguiram.

Ahmadinejad também não é o único ditador a contar com o apoio incondicional de Lula. Em fevereiro último, Lula esteve muito ocupado acariciando Raul e Fidel Castro em Cuba, no momento em que o regime anunciava que um dissidente preso, Orlando Zapata Tamayo, havia morrido em decorrência de uma greve de fome. Lula disse que “lamentava” a morte, mas prosseguiu sua visita, mesmo quando o governo lançava uma campanha de propaganda escusando-se pela morte de Zapata.

O mandato de Lula como presidente está chegando ao seu termo; ele está fazendo cerrada campanha para sua sucessora escolhida, Dilma Roussef,. Comentários no Brasil dizem que Lula também sonha tornar-se o próximo secretário-geral da ONU. De onde seu desejo de poder demonstrar que é capaz de persuadir governantes tais como Ahmanidejad a ouvir a voz da razão. Só que ele aparentemente não pode.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

CNBB divulga carta em apoio ao Plebiscito Popular pelo Limite da Terra

(Assessoria de Comunicação FNRA - Fórum Nacional da Reforma Agrária - 22/06/2010)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, divulgou esta semana a carta em apoio ao Plebiscito Popular pelo limite máximo da propriedade da terra no Brasil.


No documento, as coordenações regionais e nacionais das Pastorais Sociais e Organismos da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, assumem o compromisso de participar do 16º Grito dos Excluídos e da organização do Plebiscito Popular. “Esta decisão tem como base a consciência de que a democratização da terra através da reforma agrária é uma luta histórica do povo e uma exigência ética afirmada pela CNBB há décadas. É também a realização de um gesto concreto proposto pela Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010.” (...).


O leitor talvez não saiba, mas sobre a necessidade da Reforma Agrária não é só a CNBB que pensa assim. Os principais líderes comunistas do mundo inteiro sempre pensaram do mesmo modo, colocando a implantação dessa reforma como o objetivo principal de sua inglória luta. Com o resultado sempre conhecido de miséria e desolação. Para não irmos mais longe, é só olhar para o resultado dos assentamentos da Reforma Agrária no Brasil: verdadeiras favelas rurais!


Além do mais, segundo o Papa Leão XIII, o direito de propriedade é um direito natural decorrente da própria condição livre do homem. Sendo livre, o homem é dono de si; e sendo dono de si (de seu corpo – atenção, agro-abortistas!), também o é de seu trabalho. E o que é a propriedade senão o fruto condensado do trabalho humano? Ela poderá ser maior ou menor em função do que o homem tiver conseguido amealhar honestamente. Portanto, não é o povo nem o governo que deve deliberar sobre o tamanho da propriedade: é o próprio homem e sua capacidade de produzir e economizar.

Negar tal direito seria – como o fazem os regimes comunistas – reconhecer que o homem deve ser escravo, realidade comum nos referidos regimes.

É isso que a CNBB deseja?

Também, para que os católicos brasileiros pudessem estar devidamente informados, a CNBB teria sido mais honesta e transparente se tivesse dito ao lado de verdadeiramente quem ela está lutando (ou seja, dos comunistas), pois esse povo ao qual ela atribui a “luta histórica” pela Reforma Agrária simplesmente não existe no Brasil. O que existe são os magotes de agitadores do MST, bem como dos movimentos indígena e quilombola dirigidos pela CPT, pelo CIMI e congêneres, que tentam inutilmente insuflar no bom povo brasileiro a luta de classes e de raças tão querida do comunismo.

Mas felizmente essa opinião sobre a divisão socialista das propriedades não é unânime no seio da CNBB. Por exemplo, o Bispo de Jequié (BA), Dom Christiano Krapf, publicou recentemente uma lúcida e corajosa declaração sobre o projetado plebiscito turbinado pela CNBB, que cumpre levar ao conhecimento dos brasileiros preocupados com o destino da Nação. Ei-la:

Campanha de Embolar o Campo com “Plebiscito” Popular

Dom Cristiano Krapf, Bispo de Jequié, BA

Diante da pobreza de milhões de brasileiros nesta terra tão rica em recursos naturais, até pessoas bem intencionadas se deixam instrumentalizar por adeptos de uma ideologia anticapitalista e antineoliberal que ainda tem a ilusão de construir uma sociedade mais justa pelo atalho da luta de classes.

Já no último dia da Reunião dos Bispos em Brasília tivemos um breve tempo de estudo em grupos e apresentação de emendas para um texto de 55 páginas sobre a Questão Agrária, com a proposta de envolver a CNBB numa campanha para limitar por lei arbitrária o tamanho de propriedades rurais.

Faz muito tempo que tal projeto é tramado nos bastidores de setores que desejam radicalizar a reforma agrária. Ainda achei uma brecha para dizer que seria muito melhor insistir na exigência da função social de toda propriedade, em vez de perturbar o trabalho de pessoas que fazem a terra produzir. Tentei oferecer um texto crítico que fiz às pressas com argumentos razoáveis contra a tentativa de atacar e atrasar o desenvolvimento de uma agricultura moderna num país com a vocação de ser o celeiro do mundo neste século de perspectivas ameaçadoras de conflitos crescentes por alimento, por energia e por água.

Não conseguindo distribuir a todos o meu texto sobre o tal plebiscito, o mandei aos colegas pela internet, junto com outro mais elaborado sobre a Questão Agrária para Bispos, que ainda está guardado no meu Blog, porque se refere à primeira versão do texto da CNBB, do qual ainda não vi a versão final.

Quando questionei o envolvimento oficial da CNBB numa campanha contra grandes propriedades rurais que só servirá para agitar ainda mais o ambiente rural, recebi a resposta que não seria publicado um documento na coleção azul, mas apenas um texto para estudo na coleção verde. No entanto, já começou a campanha com a coleta de assinaturas e com a mobilização do povo para o grito dos excluídos. Quem não participar, será criticado como se não estivesse interessado na melhora de vida do homem do campo.

Na CNBB, quando um bispo assume posições muito definidas, os outros não gostam de apresentar opiniões divergentes. Isso ficou claro quando alguns queriam mobilizar a Igreja toda contra projetos de transposição de água do São Francisco e de hidroelétricas na Amazônia.
Pessoalmente, não vejo por que todos os bispos deviam marchar unidos contra projetos complicados que dividem as opiniões dos envolvidos e dos entendidos. Vejo que muitos fabricam argumentos para justificar seus objetivos, em vez de escolher seus objetivos de acordo com a verdade objetiva da razão.

Precisamos cuidar da unidade na doutrina, na liturgia, na solidariedade. Em questões de política econômica, não cabe à CNBB impor seus pontos de vista a ninguém. As opiniões de cada bispo valem de acordo com o peso dos seus conhecimentos manifestados nos seus argumentos. Viva a liberdade!

Não quero impor as minhas opiniões. Quero apenas oferecer meus argumentos pessoais aos interessados no assunto, e deixar claro que nenhum católico é obrigado a participar de uma campanha promovida por uma entidade qualquer, mesmo que conte com o apoio de setores da CNBB. Ninguém pode exigir que todo católico venha embarcar na canoa furada desse “plebiscito”. Tal campanha contra o tamanho das propriedades rurais só fará aumentar os conflitos no campo. Quem sobreviver verá.

Na proposta que surgiu na nossa Assembléia faltou definir coisas importantes:

1) Qual deve ser o tamanho limite das propriedades?
2) A desapropriação será com indenização ou por confisco sumário?
3) Quem receberá a terra pronta e as benfeitorias de presente? O invasor que chegar primeiro? Os amigos dos donos do poder?

Agora, o Forum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, FNRA, já diz qual deve ser o Limite da Propriedade: 35 módulos fiscais Um manual recente do FNRA explica que um módulo tem entre 5 e 110 hectares. Segundo o INCRA, em regiões de São Paulo boas para culturas permanentes um módulo tem dez hectares. Portanto, propriedades que ultrapassam 350 hectares serão desapropriadas.

Com as leis atuais que protegem fazendas produtivas, já acontecem invasões de áreas plantadas. Aqui na Bahia, invasores de terras alheias cortaram pés de eucaliptos com o argumento tolo que pobre não come madeira. Alguém imagina que grandes plantações de laranja, de café, de cana, de soja, de eucaliptos, seriam entregues sem resistência ao primeiro invasor que chegar? Ou será que ainda existem movimentos que sonham com revolução?

No sertão difícil, os módulos são bem maiores, mas o pessoal não dorme no ponto. Vão procurar as regiões melhores. Já existem assentamentos que produzem pouco, mas onde receberam casas perto de cidades. Outros procuram lugares de futuro turístico. Assentamentos no interior do sertão só sobrevivem enquanto continuam recebendo ajuda.

Resumindo, a proposta do FNRA é esta: Confiscar as grandes fazendas:

Áreas acima de 35 módulos sejam automaticamente incorporadas ao patrimônio público e destinadas à reforma agrária.

Jequié, 17 de Julho de 2010+ Cristiano Krapf

terça-feira, 20 de julho de 2010

Chaveropapismo

Se o leitor estiver tendo a paciência de ler este artigo no dia 21 de julho de 2010, não deixe de rezar uma jaculatória pelo cardeal-arcebispo de Caracas, D. Jorge Urosa Savino, que talvez nesse mesmo momento esteja dando explicações à Assembléia Nacional de seu país sobre “por que condena o socialismo do século XXI” de Hugo Chávez.

Sua convocação partiu do majoritário Partido Socialista Unido da Venezuela. Mas o jornal espanhol “El País” (20/6/2010) informa que o governo venezuelano não estaria contente com o comparecimento do prelado apenas ao Congresso; Hugo Chávez o exortou a dar explicações também ao Tribunal Supremo de Justiça.

Quais são os “crimes” imputados ao cardeal?

Ter declarado em Roma que o presidente Chávez “passa por cima da Constituição” e pretende conduzir o país “pelo caminho do socialismo marxista, que é totalitário e conduz a uma ditadura”. Ele também é acusado de participação no golpe que derrubou Chávez durante 48 horas em 2002 (desse tipo de golpe que não dá em nada e que a gente fica com séria desconfiança de ter sido promovido pelo próprio governo para depois este sentir-se livre para incriminar quem quer que se lhe oponha).

No dia 5 de julho, durante a cerimônia de comemoração dos 199 anos da Independência, Hugo Chávez – na presença do Núncio Apostólico, Mons. Pietro Parolini –, após referir-se ao Arcebispo de Caracas dizendo que “este senhor Urosa é indigno de chamar-se cardeal”, repetiu várias vezes que ele era um “troglodita”. Dirigindo-se depois ao Núncio, vociferou: “Mande uma mensagem a Sua Santidade: enquanto mandarem estes bispos aqui, lamentavelmente nos sentiremos bem afastados da hierarquia da Igreja católica”.
Chávez – que declarou recentemente não reconhecer o Papa como embaixador de Jesus Cristo, pois, segundo ele, tal embaixador é o povo – num delírio chaveropapista queixou-se ainda do fato de o Sumo Pontífice não tomar em consideração sua opinião sobre quem nomear para cardeal e para bispo: “Mandei dizer ao Papa que eu tinha meu candidato, que é um senhor que deveria ser supercardeal porque o merece”, referindo-se a D. Mario Moronta, bispo de San Cristóbal. Este último, entretanto, apesar de suas posições progressistas, repreendeu o presidente pelas suas palavras e se solidarizou com o Arcebispo de Caracas.

Este é o país onde há "excesso de democracia”!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quando será estabelecida uma Nurenberg para julgar os casos das vítimas do comunismo? – Eis uma nova e estarrecedora descoberta.

Stalinismo: fossa comum com os restos de 495 pessoas

Giovanni Bensi, “Avvenire”, 17 julho de 2010


MOSCOU – Os ossos descobertos na periferia de Vladivostok, no Pacífico sul, pertencem a centenas de vítimas do terror staliniano, mortos pela NKVD, a polícia política “precursora” da KGB. As autoridades locais o confirmaram com base nos resultados reunidos pelos especialistas de medicina legal.

A macabra descoberta ocorreu no corrente mês, mas sua confirmação só chegou agora: trata-se de esqueletos de nada menos 495 pessoas, a maioria com sinais de disparo na nuca, e de umas 3,5 toneladas de outros ossos, trazidos à luz numa fossa comum por operários empenhados em trabalhos na estrada. O prefeito de Vladivostok emitiu um comunicado, no qual afirma que “a hipótese de que os restos pertencem a vítimas da repressão está confirmada”.

As vítimas, segunda conclusão da perícia, foram mortas presumivelmente durante o “grande terror” dos anos 30 do século passado, quando milhões de cidadãos soviéticos foram fuzilados ou eliminados nos campos de trabalhos forçados siberanianos do Gulag, do qual Vladivostok era um centro de desova. Agora os restos serão sepultados num memorial.

sábado, 17 de julho de 2010

Lei da palmada é uma bofetada
na face dos pais brasileiros

Sim, caro leitor, ao pretensamente defender as crianças de palmadas de seus pais, o governo Lula acaba de desferir na face destes uma violenta bofetada.

Ele o fez ao negar através desse infeliz decreto – na mesma linha do PNDH-3 – o pátrio-poder, afirmando implicitamente que a educação dos filhos é atribuição do Estado, que pode ditar normas aos pais. O que é falso, porque a instituição familiar antecede o Estado e não pode ser invadida por ele. O que só acontece nos regimes totalitários.

É com medidas assim que se põe em execução o extenso e dramático Programa Nacional de Direitos Humanos.

Sem se incomodar com a contradição, o mesmo PNDH-3 defende o aborto. Ou seja, antes de nascer, aquela mesma criança contra a qual não se admite sequer uma palmada dos pais pode ser brutalmente triturada com o consentimento da mãe!

Vemos assim dois direitos fundamentais da pessoa humana sendo negados por um Programa destinado em princípio a defender os direitos humanos: o pátrio-poder e o direito à vida... menos importante que uma palmada!